“27 de Fevereiro 1997
Ignoro tudo o que me dizes, e mesmo sabendo que não vos deixo felizes, não irei justificar… Não me importo de ficar só. A solidão não é estar sozinha. É estar no meio de mil pessoas e sentir a falta de apenas uma. Só nesses casos nos sentimos verdadeiramente sós, quando não temos ninguém. À muito abdiquei disso…
Não tenham medo por eu ter um segredo,
porque a vida é o que nos aparece!
Angústias e desilusões...
Cedo a pressões, enforcando corações
Que pouco me dizem, acontece!
Sou, não o sendo!
Resisto, desistindo
O que é, deixa de o ser,
Constantes mudanças que definem o meu viver
E continuarão na minha morte,
Que não é fingida, pois de facto estarei mesmo adormecida.
Queres saber o segredo? É um interessante enredo,
Que vou gostar de par…”
A carta encontrava-se rasgada. Além da palavra estar completamente imperceptível e incompleta devido à mancha de sangue que a cobria, a mesma encontrava-se rasgada naquela precisa sílaba.
- Devo dizer que esta situação é completamente arrepiante. Esta foi a carta que deixou? Não sabemos o destinatário? – perguntava uma figura masculina.
- Então, disseste que estavas preparado para a tua primeira investigação a sério! Relativamente ao destinatário da carta, não, apenas tem isso escrito. O que me intriga é o segredo a que ela se refere. Devia ser algo verdadeiramente secreto. – respondia a figura feminina , inteiramente intrigada.
- Sim, daí a palavra segredo… – retorquiu amargamente – O óbvio, é o preço que a rapariga pagou por ele.
- Pois, a vida longa custa mais caro… Mas não me parece tão óbvio assim. Acho que já estamos despachados, podemos mandar limpar isto.
Ao lado dos investigadores, um mar de sangue cobria o corpo morto feminino, sem identidade, com o olhar vidrado sem direcção, afogado dentro do próprio nu.
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