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sábado, 9 de outubro de 2010

Capítulo III

A mulher que sabia da desconhecida


A jovem mulher tremia que nem varas verdes. Com a respiração acelerada, fazia movimentos involuntários com a boca, chorando, feita louca. Para além de não emitir sons que se percebessem, demorava imenso tempo a proferir qualquer palavra.
- Sabe a identidade da vítima?? Desculpe insistir, mas tem a certeza? É que… bem… a cara não está nada reconhecível. - perguntou calmamente Lídia, conseguindo ocultar a enorme surpresa. Qual a probabilidade de se deparar com uma pessoa que sabia mesmo quem era a vítima desconhecida?
Após um silêncio longo e ensurdecedor, a mulher finalmente reagira. “Ah, por momentos pensava que ela não tinha percebido nada do que eu tinha dito” pensou Lídia. O corpo da mulher tremia menos, parecendo finalmente ter-se acalmado.
- T-t-tenho quase a certeza absoluta… Os olhos não enganam.
- Os olhos? Como assim? Da vítima? Estão meio vidrados, e se reparar… - Lídia foi subitamente interrompida por Rodrigues, que as observara de longe, e que esperava ansiosamente de se intrometer na conversa:
- Desculpe interromper Dra. Oliveira. Já acabei de documentar o perímetro total da cena do crime, como também as fotografias. Vou levar agora as provas ao laboratório criminal para processá-las. Agora sim, estamos verdadeiramente despachados, e devemos ir andando, para também estarmos atentos ao resultado da autópsia.
- Trabalhar no laboratório é mesmo a tua praia, não é? Não tens que forçosamente fazer o trabalho de campo, sabes? – provocou Lídia, com intenção de aconselhá-lo, acabando por contornar o seu carácter sério, dando um tom de brincadeira à sua voz.
- Quero ser capaz de fazer ambos os trabalhos. Sei que sou capaz! – disse Rodrigues com convicção. Lídia esboçou um sorriso com ar de aprovação, ao qual Rodrigues mostrou-se surpreendido.
- Claro. Bem, senhora dona...? - interrogou Lídia Oliveira virando-se para a mulher asiática de estatura baixa.
- Zhào. Ming Zhào. – acrescentou, balbuciando, a jovem mulher, que continuadamente tremia. Contudo, mais controlada.
- Sra. Zhào, vou pedir que nos acompanhe até às nossas instalações. Decerto que podemos acabar a nossa conversa lá, se estiver disponível. – Rodrigues mostrou-se mais uma vez surpreendido pelo pedido que Lídia fazia a Ming Zhào. “Sei o que faço Rodrigues. Aqui há gato” pensou Lídia, apercebendo-se do ar surpreso de Rodrigues. Ironicamente, Rodrigues parecia ter ouvido o pensamento de Lídia:
- Acompanhe-nos, por favor, Sra. Zhào.
Ming Zhào confirmou o pedido dos investigadores com um leve aceno, e os três dirigiram-se para o carro.

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